França liberaliza o CBD: o que muda na Europa e porque Portugal não pode regredir
A decisão recente da França em liberalizar definitivamente o CBD marca um ponto de viragem no mercado europeu do cânhamo industrial. Depois de anos de disputas jurídicas, avanços e recuos regulatórios, o país assume uma posição clara: o CBD legal, derivado de cânhamo industrial certificado, não é uma ameaça à saúde pública, nem deve ser tratado como substância ilícita.
Este movimento não acontece isoladamente. Ele reflecte uma tendência europeia baseada em ciência, jurisprudência e bom senso económico. E levanta uma questão inevitável: onde fica Portugal neste novo cenário?
O que significa, na prática, a liberalização do CBD em França
A França era, paradoxalmente, um dos maiores produtores de cânhamo da Europa e, ao mesmo tempo, um dos países com maior resistência à comercialização do CBD. Essa contradição terminou quando o Conselho de Estado francês, alinhado com o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), confirmou que:
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O CBD não é um estupefaciente
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Produtos derivados de cânhamo industrial, com THC dentro dos limites legais, podem circular livremente
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A proibição não se sustentava nem juridicamente nem cientificamente
Com isso, o mercado francês passou a operar com maior clareza regulatória, protegendo consumidores, produtores e comerciantes.
O precedente europeu: ciência e mercado a caminhar juntos
Esta decisão reforça um princípio já estabelecido pelo TJUE: um Estado-membro não pode proibir a comercialização de CBD legalmente produzido noutro país da UE, desde que respeite os limites de THC.
Ou seja, a Europa avança para:
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Harmonização do mercado
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Redução da insegurança jurídica
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Estímulo à economia interna
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Combate ao mercado informal
Não se trata de liberalização descontrolada, mas de regulação baseada em evidência científica.
Portugal: potencial enorme, risco de estagnação
Portugal reúne condições únicas:
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Clima favorável ao cultivo
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Know-how agrícola
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Interesse crescente do consumidor
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Reputação internacional ligada a políticas progressistas
No entanto, a falta de clareza prática, o excesso de ruído institucional e a confusão recorrente entre cânhamo industrial e outras utilizações da planta criam um risco real: ficar para trás enquanto o resto da Europa avança.
Regredir ou manter zonas cinzentas regulatórias não protege o consumidor. Pelo contrário, empurra-o para a desinformação e fragiliza o mercado interno.
Cânhamo e CBD: consumo consciente, não excesso
É fundamental reforçar: o crescimento do mercado de CBD na Europa não está ligado a excessos, mas a uma mudança de comportamento.
O consumidor actual procura:
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Transparência
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Origem certificada
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Informação clara
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Experiências ligadas ao bem-estar quotidiano
Este é um mercado de presença, não de fuga. De escolha, não de abuso.
A posição da Loja da Kaya neste contexto europeu
A Loja da Kaya, no Porto, nasce e cresce alinhada com esta visão europeia: responsável, informada e humana.
Trabalhamos exclusivamente com:
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Produtos legais
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Cânhamo industrial certificado
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Respeito total pela legislação portuguesa e comunitária
Mais do que vender produtos, a Kaya propõe um espaço de pausa, ritual e reconexão — onde o cânhamo é apresentado com contexto cultural, cuidado e verdade.
Quando a Europa avança, acreditamos que Portugal deve avançar junto. Com informação, regulação justa e confiança no consumidor.
Não é uma tendência. É um caminho.
A liberalização do CBD em França não é um modismo. É um sinal claro de maturidade institucional e alinhamento com a ciência.
Portugal tem agora uma escolha:
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Acompanhar a Europa, fortalecendo o mercado interno
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Ou hesitar, perdendo valor económico e cultural
Na Kaya, escolhemos estar do lado da informação, da presença e da construção consciente.
📍 Loja da Kaya — Porto
🌿 Cânhamo industrial legal
🤍 Informação, comunidade e ritual
☕ Um espaço para sentir com consciência